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Tranexâmico+ Niacinamida vs Hidroquinona no Melasma

Por Lucas Portilho, Especialista em Formulações e Mestre em Clínica Médica


Olá meus Amigos! Espero que estejam todos bem!

Quem me acompanha sabe que o tratamento do Melasma é um dos maiores desafios da cosmetologia. Por décadas, a Hidroquinona (HQ) reina absoluta como o "padrão-ouro", mas nós sabemos que existe uma grande procura por opções (não quero entrar em polêmicas agora)...


Pois bem, trago hoje um estudo clínico novo, publicado em 2025 na Scientific Reports (Nature Portfolio), que colocou a Hidroquinona na parede contra uma dupla que amamos: Ácido Tranexâmico + Niacinamida. E o melhor: testaram uma tecnologia de Drug Delivery, os Niosomas. a explicação disso é porque esses ativos não permeiam bem, portanto encapsulação pode ser uma opção de entregar os ativos na epiderme viável.


Vem comigo entender por que essa formulação pode mudar seu jogo na bancada e no consultório. 👇


O Duelo das Formulações

Os pesquisadores dividiram 99 pacientes com melasma em três grupos para um tratamento de 3 meses:


  1. Grupo A (Niosomal): Ácido Tranexâmico 2% + Niacinamida 2% em niosomas.

  2. Grupo B (Convencional): Ácido Tranexâmico 5% + Niacinamida 4% em creme base comum.

  3. Grupo C (Controle): Hidroquinona 4% (o clássico).

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Resultados: Eficácia com Segurança?

O que o estudo mostrou foi sensacional para quem formula!


  1. Eficácia Equivalente: Acreditem, não houve diferença estatística na eficácia entre os três grupos. Tanto a formulação niosomal (com concentrações menores!) quanto a convencional clarearam o melasma tanto quanto a Hidroquinona 4%. Todos reduziram significativamente o mMASI e o índice de melanina.


  2. O Poder do Vetor (Niosomas): Aqui está o "pulo do gato" farmacotécnico! A formulação em Niosomas com apenas 2% de Tranexâmico teve a mesma performance da versão convencional a 5%. Isso prova o que eu sempre digo em aula: um bom sistema de liberação aumenta a penetração e permite usar menos ativo com o mesmo resultado.


  3. Segurança Superior: Aqui a Hidroquinona perdeu feio. O grupo da HQ teve significativamente mais efeitos adversos, como queimação severa, vermelhidão e até casos de ocronose e acne induzida. Já os grupos de Tranexâmico + Niacinamida foram super bem tolerados.


  4. Efeito Rebote: Após parar o tratamento, o grupo da Hidroquinona mostrou tendência a piorar novamente (aumento do mMASI), enquanto o grupo do Tranexâmico Niosomado continuou estável ou até melhorando!.


💡 Por que essa combinação funciona?

Estamos atacando o melasma por vias diferentes:

  • Ácido Tranexâmico: Age na via vascular e inflamatória, inibindo a plasmina e reduzindo a interação melanócito-queratinócito.


  • Niacinamida: Bloqueia a transferência do melanossoma para o queratinócito e tem ação anti-inflamatória.


  • Niosomas: Vesículas que garantem que esses ativos atravessem o estrato córneo e cheguem onde precisam, na derme e na basal.


Conclusão

Meus amigos, a ciência está nos dando as cartas para aposentar tratamentos agressivos quando possível. Este estudo de 2025 confirma que podemos ter alta eficácia com muito mais segurança.

🟠 Se você pode formular uma associação de Tranexâmico e Niacinamida (especialmente se tiver acesso a tecnologia lipossomal ou niosomal), você entrega para o seu paciente um clareamento potente sem o risco de deixá-lo com o rosto vermelho e irritado.

Fica a dica para as próximas formulações!


Um abraço,

Lucas Portilho Farmacêutico e Especialista em Cosmetologia


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