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PDRN em cosméticos não precisa ser mais do Salmão!

Por Lucas Portilho, Formulador, Farmacêutico e Mestre em Ciências Médicas pela Unicamp


Olá meus Amigos, espero que estejam bem!


Acabei de revisar um artigo científico muito interessante que avalia um ativo com proposta de atuar diretamente nos mecanismos do envelhecimento cutâneo: o PDRN, nesse caso obtido a partir de fonte vegetal, derivado da rosa.

Sei que o artigo foi feito provavelmente com patrocínio, pois os autores atuam em empresas de produtos acabados (Lancôme, por exemplo), mas de qualuqe forma traz aprendizados.

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O estudo reforça algo que já discutimos há algum tempo:

Primeiro: PDRN em cosméticos não precisa ser mais do salmão... e segundo, o envelhecimento da pele não é apenas uma questão estética, mas um processo biológico complexo, fortemente influenciado por fatores como radiação UV e poluição. Esses estímulos impactam diretamente a função mitocondrial, aumentam o estresse oxidativo, desregulam a autofagia e comprometem a integridade da matriz dérmica.


A proposta do trabalho foi avaliar como esse PDRN vegetal atua em modelos celulares e em pele humana, simulando condições reais de estresse ambiental.


Os resultados mostram uma atuação em pontos bastante relevantes:


– Preservação da função mitocondrial, mantendo produção de energia celular e integridade estrutural

– Modulação da autofagia, mantendo o equilíbrio desse sistema essencial para renovação celular

– Redução do estresse oxidativo, com menor dano em proteínas

– Controle de mediadores inflamatórios ligados ao envelhecimento

– Preservação da matriz dérmica, com manutenção de colágeno tipo I e III


Um ponto importante — e que conecta com o que tenho observado na prática e nas feiras internacionais — é a origem do PDRN.


Durante muito tempo, o mercado associou esse ativo exclusivamente ao salmão. Mas isso já não é mais uma regra. Na última edição da IN Cosmetics Global 2026, ficou muito claro o avanço de PDRNs de origem vegetal e biotecnológica, com diferentes fontes e propostas.


Ou seja, o conceito de PDRN evoluiu. Hoje falamos muito mais da função biológica dessas cadeias de nucleotídeos — regeneração, sinalização celular, suporte à reparação — do que da origem em si.


O próprio estudo reforça isso ao apresentar uma alternativa vegetal com resultados consistentes em marcadores importantes ligados à longevidade da pele, como função mitocondrial, proteostase e inflamação.


Outro ponto interessante é o alinhamento com o conceito de “hallmarks do envelhecimento”. O ativo não atua apenas em um alvo isolado, mas em diferentes mecanismos interligados, como bioenergética celular, autofagia, inflamação e integridade da matriz.


Para quem trabalha com desenvolvimento de formulações, isso abre um campo muito interessante: novos PDRNs, novas origens, novas possibilidades de posicionamento e, principalmente, novas formas de pensar ativos regenerativos dentro da cosmetologia moderna.


O artigo completo está disponível e vale a leitura para entender melhor os mecanismos e os modelos utilizados.


Abraços!

Lucas Portilho

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