Exossomas biotecnológicos para a Epiderme
- Lucas Portilho
- há 1 hora
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Por Lucas Portilho, Farmacêutico e Formulador há 20 anos
Olá meus Amigos! É carnaval, mas tem gente de boa querendo uma boa leitura científica?
Sempre que falamos em probióticos em cosméticos, pensamos logo em lisados ou fermentados, certo? Mas a ciência não para e agora são os Exossomos.
Acabei de ler um estudo original sensacional, publicado na Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, que avaliou os exossomos derivados do Lactobacillus brevis (LBDEs). O resultado? Uma recuperação impressionante da barreira cutânea!
Eu apelidei essa matéria prima de exossoma de epiderme.
Vem comigo entender por que isso pode mudar nossas formulações! e tem mais, esse ativo da publicação já existe em nosso mercado, chama Lactosome 55, vendido pela Biovital e encontrado em farmácias de manipulação e produtos cosméticos industrializados.
O Que o Estudo Descobriu?
Os pesquisadores isolaram exossomos (vesículas minúsculas de 50-200 nm) de uma cepa específica, o Lactobacillus brevis J2K-55. Eles testaram esses exossomos em queratinócitos e em um modelo de pele humana viva (ex vivo) que foi propositalmente danificada por fricção e radiação UVB.
Ou seja: simularam a vida real! Aquele dano mecânico e solar que a gente sofre no dia a dia.
Resultados que Impressionam
O tratamento com apenas 1% de Exossomos não só reparou o dano, como aumentou drasticamente a expressão de proteínas vitais para a nossa pele. Olhem esses números comparados ao controle danificado:
Filagrina: Aumento de 309,9% (Essencial para hidratação e FNM).
Loricrina: Aumento de 365,2% (A proteína mais abundante do envelope cornificado!).
Claudina-1: Aumento de 205,4% (Fundamental para as Tight Junctions).
Aquaporina-3: Aumento de 180,8% (Transporte de água e glicerol).
Serina Palmitoiltransferase (SPT): Aumento de 191,3% (Enzima chave para síntese de ceramidas!).
Entenderam porque eu "batizei" ele de exossoma de epiderme?
A Visão do Farmacêutico
Muito legal pra quem formula! Estamos falando de um ativo que atua em todas as frentes da barreira cutânea epidermal: estrutura física (loricrina), coesão celular (claudina), hidratação (filagrina/aquaporina) e lipídios (SPT).
Imaginem o potencial disso para:
Peles com Dermatite Atópica ou Psoríase.
Recuperação Pós-Procedimento (Laser, Peeling).
Produtos Anti-Poluição e Pós-Sol.
O estudo conclui que esses exossomos são candidatos fortíssimos para a próxima geração de dermocosméticos, oferecendo uma reparação profunda e segura.
Fica a dica para ficarmos de olho nessa tecnologia! A era dos exossomos probióticos começou.
Um abraço,
Lucas Portilho Farmacêutico e Especialista em Cosmetologia









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