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Melasma: Nova Combinação de Microagulhamento com Ácido Tranexâmico e Arbutin

Olá meus Amigos! Espero que estejam todos bem!


O tema de hoje é um dos maiores desafios que enfrentamos na prática clínica e na cosmetologia: o Melasma. Quem atende pacientes com manchas sabe o quão teimoso e recidivante ele pode ser.

Acabei de ler um estudo retrospectivo super recente, publicado agora em 2025 na Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, que avaliou uma estratégia combinada muito interessante. Os pesquisadores uniram o poder do Microagulhamento com dois clareadores clássicos em Drug Delivery: o Ácido Tranexâmico e o Arbutin.


Vem comigo que eu resumo tudo! 👇


O Protocolo Utilizado

O estudo avaliou 27 pacientes com melasma que foram tratados durante 3 a 6 meses. O diferencial aqui foi tratar o melasma não apenas como uma mancha epidérmica, mas considerando o fotoenvelhecimento dérmico que existe na patologia.


O protocolo consistiu em:

Procedimento: Microagulhamento (roler de 0,25 a 1,0 mm) realizado a cada 2 semanas.

Ativos: Aplicação imediata de uma solução contendo 5% de Ácido Tranexâmico e 1% de Arbutin. (pra variar ficamos sem saber se foi o alfa ou beta arbutin, acho que foi o alfa)


lucas portilho ensina cosmetologia e estetica

A lógica é que o microagulhamento não só aumenta a penetração desses ativos (que têm dificuldade de passar sozinhos pelo estrato córneo) , mas também estimula a regeneração do colágeno e restaura a membrana basal danificada.


Resultados: Vale a pena?

Os resultados mostraram que essa combinação é uma ferramenta poderosa, mas exige alinhamento de expectativas com o paciente. Olha só os dados:

  1. Redução do mMASI: Houve uma queda média de 37,58% no índice de gravidade do melasma (mMASI). O score caiu de uma média de 5,4 para 3,3 após o tratamento.


  2. Melhora Clínica: Cerca de 74% dos pacientes tiveram uma melhora significativa na avaliação global (PGA score de 3 ou mais).


  3. Segurança: O tratamento foi muito bem tolerado. Os efeitos adversos foram os esperados do microagulhamento: eritema (vermelhidão) temporário em 100% dos casos e ardência em 70%, que sumiram em poucas horas.

Antes e depois do tratamento
Figura 1. Fotos de antes e depois do tratamento em uma paciente.

Nota: O lado esquerdo da imagem mostra o estado antes do tratamento e o lado direito mostra o estado após o tratamento.


Por que Arbutin e Tranexâmico?

Nós já falamos muito sobre o Ácido Tranexâmico por aqui, que age na via vascular e inflamatória do melasma. Mas o estudo destaca o retorno do Arbutin, um ativo seguro que inibe a tirosinase e a maturação dos melanócitos.


Combinar os dois via drug delivery ataca o problema por múltiplas vias: inibição da síntese de melanina, controle da inflamação e reparo dérmico.


Considerações Finais

Meus amigos, o estudo conclui que a técnica é viável e segura. No entanto, observem que a redução foi de quase 40%. Isso significa que o melasma clareou, mas não "desapareceu" magicamente.


O autor reforça algo que eu sempre digo: não existe tratamento único. Para otimizar esses resultados, pode ser necessário ajustar a frequência ou combinar com outras terapias. E, claro, o paciente precisa manter a fotoproteção rigorosa, já que o melasma é uma condição crônica.


Espero que tenham gostado dessa atualização científica! É mais uma opção de protocolo para entregarmos resultados reais na cabine.

Um abraço,

Lucas Portilho Farmacêutico e Especialista em Cosmetologia



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