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Estratégias Combinadas na Alopecia Androgenética

Olá meus Amigos!


O artigo que sugiro leitura hoje é uma revisão super atualizada (publicada em 2025!) sobre os mecanismos de ação envolvidos na patogênese da Alopecia Androgenética (AGA) e como podemos usar esse conhecimento para otimizar os tratamentos.

Sabemos que a AGA é a forma mais comum de calvície, afetando homens e mulheres, caracterizada pela miniaturização progressiva do folículo piloso. Mas o que este estudo traz de interessante é o foco na terapia combinada.

Os autores destacam que a fisiopatologia da AGA não se resume apenas à ação dos andrógenos (como o DHT). Existem diversos fatores envolvidos, como fatores de crescimento (IGF-1, VEGF), a via Wnt/β-catenina e até canais de cálcio/potássio.


O artigo revisa os tratamentos clássicos aprovados pelo FDA:

  • Minoxidil: Age abrindo canais de potássio, aumentando o VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) e estimulando a vascularização da papila dérmica.

  • Finasterida: Inibe a enzima 5α-redutase, reduzindo a conversão de testosterona em DHT.

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Mas gostei muito deste trabalho devido a citação de novos ativos e, principalmente, das combinações. Eles citam, por exemplo, o Latanoprosta (um análogo de prostaglandina F2α), que aumenta a fase anágena e estimula a melanogênese.


O destaque vai para um estudo clínico citado na revisão que utilizou um produto tópico chamado TH07, uma combinação de Minoxidil 5%, Finasterida 0.1% e Latanoprosta 0.03%. O resultado? 52% dos pacientes apresentaram um crescimento denso de cabelo e 30% um crescimento moderado, superando os resultados das monoterapias. Isso reforça minha hipótese de que atacar a alopecia por múltiplas vias (anti-androgênica + estímulo de crescimento + vascularização) é o caminho mais promissor.

Além disso, o artigo menciona o microagulhamento como uma técnica que induz a superexpressão de VEGF e β-catenina, potencializando o efeito de ativos tópicos como o minoxidil.


Fica a dica: a monoterapia pode não ser suficiente para todos os pacientes. A associação inteligente de ativos que agem em diferentes mecanismos da doença parece ser a chave para resultados mais robustos e seguros.


Vale a leitura!


Abraços,

Lucas Portilho

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